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O cara que escreve o livro Phantasia RPG.

Trivialidades e inspiração #1 – Começando uma nova etapa.

Olá! =D

Faz um bom tempo que não apareço pela internet de modo geral.

Dei uma desativada no facebook e tomei um tempo para mim. Não foi nada do tipo “ermitão moderno”, apenas busquei um tempo para ir acertando coisas pessoais (entre elas a decisão sobre mudar de cidade) e tomar novo fôlego para retomar ao desenvolvimento dos escritos.

Pode parecer clichê, mas o processo criativo, o sentimento de inspiração em geral, vêm e vai com o tempo. Há algum tempo (um ou dois anos) tenho me cobrado para ser mais dedicado ao projeto, porém não tenho conseguido obter um contexto adequado para produzir escritos de maneira adequada. Acredito que agora, com essa mudança de cidade e de vida que está por vir, poderá me oferecer esse novo fôlego que venho buscando.

Tomei a decisão de iniciar esses posts num estilo “meio blog” para ir, de pouco em pouco, me recondicionando a escrever com regularidade (Esses posts são atolados de “licença poética” na escrita justamente porque não estou afim de ficar preocupado com apresentação textual. O negócio aqui é colocar a ideias de maneira “franca” na tela de maneira que eu volte a sentir a antiga paixão em escrever e você igualmente a sinta ao ler). Não adianta, não tem fórmula mágica, há de se tirar a “ferrugem” das mãos e da mente antes de voltar a escrever adequadamente. Para isso, nada mais adequado do que falar sobre algumas trivialidades. Ademais, um espaço para temas “assim” pode ser bom para todos, afinal pode ser um pouco chato falar apenas de RPG e cultura helênica; faz bem “ventilar” de tempo em tempo com outros assuntos.

Bem, vamos começar então?

Como havia dito, minha vida tem estado bastante atribulada e o processo de mudança de cidade tem tomado bastante da minha atenção.

Esse processo de decidir sair de casa e “tomar meu rumo” vem sendo feito há um tempo já, mas não é tão simples quanto parece. Sinceramente sair de casa “apenas por sair” não me parece um decisão muito acertada, em especial porque custa bem mais do que se imagina e, obviamente, impõe uma série de novas responsabilidades à sua rotina diária. Entretanto esse é um passo necessário para o amadurecimento de qualquer pessoa, para a entrada eficaz na “vida adulta” (sim, eu tenho 30 anos e “ainda” moro com meus pais).

Isso mesmo: 30 anos e moro com meus pais. E se dependesse deles, assim ficaria até o dia em que casasse (acreditem, eles falam sério). Embora “ser filho” seja algo muito bom, acredito que o “sair de casa” seja o momento mais comum, quase um rito de passagem se preferir, para o ingresso na “vida adulta”. Com efeito, esse é um passo necessário onde, mais que simbolicamente, a pessoa “se desliga” de sua casa e passa a viver uma vida “própria”.

Esse meu passo teria ocorrido mais cedo não fosse eu ter gasto um monte de dinheiro com problemas de saúde (acredite, sistema público de saúde no Brasil é furada e é preciso ter um plano de saúde porque senão é esperar o SUS funcionar ou torrar uma “fábula” em atendimento particular). Sim, tive alguns problemas de saúde (entre eles uma cirurgia em um dos joelhos) que me deixaram bastante endividado e tomaram bastante tempo. Só agora é que as coisas deram uma melhorada a ponto de poder sonhar em ter meu espaço.

Bem, acho que apesar de tudo (problemas, dívidas e atrasos), tudo ocorreu da melhor maneira possível (hahaha, lembrei do livro “Cândido – de Voltaire”) porque esse “atraso” me permitiu meditar melhor a respeito justamente desse processo de “saída de casa”, bem como acertar alguns pontos mal resolvidos em minha vida pessoal. Sem dúvida creio que esse me é o melhor momento para tomar essa decisão e fazê-la acontecer.

Em vários momentos ouvi (de pessoas bem mais velhas que eu) o seguinte: “a idade de 30 anos é uma boa idade para arriscar e galgar coisas melhores, pois se tudo der errado, ainda temos o vigor e tempo necessários para nos refazer”. Essa idade de 30, portanto, é uma boa idade para se arriscar (obviamente de maneira minimamente pensada) e tentar algo bom para iniciar uma “vida adulta” mais feliz e próspera, com a consciência que se as coisas não correrem bem como o esperado é possível recomeçar.

– Agora é por o planejado em prática e buscar novos horizontes. =)

– E se der errado? =/

– Ora, ainda há a chance de recomeçar e a experiência necessária para evitar o mesmo erro e dar passos mais acertados. #desenrola! 😉

Nota – Eu adoro esse vídeo! É uma propaganda (óbvio), mas ela me impactou pela mensagem sobre a importância de encarar a mudança e ser um agente transformador da realidade ao nosso redor. Eu era bastante resistente à ideia de mudança em geral, mas esse vídeo me trouxe o insight de que a mudança é inevitável e lutar contra isso é algo perdido (afinal, “se parar no tempo o tempo passa e te atropela).

E é isso por hoje. Eu acho… hehehe =P

Abraço e até a próxima! =D

Vídeos sobre as formas de governo!

Esses são os meus três primeiros vídeos para ajudar a entender a dinâmica dos sistemas de governo explicados por Aristóteles na sua obra Política.

A ideia era de que fossem apenas para usar em jogo, porém, a julgar pelos comentários, rendeu frutos além do que eu esperava.

Sinceramente não fazia ideia de como os vídeos poderiam alcançar um volume de acessos tão grande!

Aqui vão os vídeos:

Hoplitas – Defensores da Pólis – Revolução social

A guerra, desde os mais antigos tempos, se fez presente na vida de inúmeras civilizações ao ponto de ser incomum não encontrar algum registro sobre guerreiros e conflitos nas diversas civilizações estudadas. Os Helenos não fugiram à regra e tinham nos hoplitas a sua principal força mantenedora da paz.

Inicialmente a infantaria não recebia grande valor, ao passo que a cavalaria e carruagens de guerra eram grandemente valorizadas. Lutar à cavalo era algo possível apenas aos nobres de nascimento (porque você tinha de garantir a alimentação de um cavalo de guerra e somente nobres dispunham de tantos recursos), ao passo que a atuação junto à infantaria era algo visto como inferior.

A organização e qualidade das tropas de infantaria igualmente contava para seu baixo status. Como as tropas eram milicianas não é difícil imaginar que a organização e equipamento não eram dos melhores (sem coesão ou padronização de equipamento, essas “tropas” não passavam de um amontoado de homens com instrumentos diversos que poderiam ser utilizados como armas). Durante as invasões Dórias essa deficiência ficou mais evidente: a organização das tropas, experiência em campo e qualidade do arsenal Dório (utilizavam armas de ferro, ao passo que os nativos utilizavam bronze) garantiu vitória generalizada.

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As carruagens, quase sempre, eram compostas por um lanceiro e um condutor, contudo a presença de um arqueiro igualmente era possível (embora o arqueiro tivesse maior presença nas carruagens egípcias).

Após a invasão Dória a cavalaria deixa de ser a força de destaque e passa a ser considerada auxiliar ante sua derrubada pelas forças invasoras. O soldado com lança e escudo ganha notoriedade e passa a figurar como peça-chave para a guerra moderna.

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A superioridade bélica dos Dórios, unido à dificuldade de manobra da cavalaria no terreno nativo fizeram mostrar a eficiência da infantaria com lança (organizada em linha – formação conhecida como falange) sobre a forma antiga de se guerrear.

Os efeitos decorrentes da vitória dos invasores e da súbita importância da infantaria foi sentido no próprio tecido social. Tendo a cavalaria menor importância militar, juntamente com isso, a própria classe dos nobres perdeu força política. O estamento social mediano recebeu maior importância no cenário político visto seu novo poder de barganha como peça militar essencial para a vitória e manutenção da paz.

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Após a invasão Dória o soldado de infantaria, o Hoplita, ganha nova importância dentro da formação militar.

Convém aqui explicar que o butim era dividido conforme os méritos dos soldados em campo de batalha; além disso, vale ressaltar que as forças de combate não eram profissionais, mas milicianas. Portanto cada soldado era responsável pela aquisição e manutenção do próprio equipamento (o qual ainda não era padronizado). Logo, não é errado concluir que a classe mais rica tinha dupla vantagem sobre a classe mais pobre: primeiro porque tinha acesso às melhores armas e daí tinham melhor desempenho em combate e,  por isso, tinham maior participação no butim.

No momento em que a forma de guerrear se modifica e o soldado com lança passa a se destacar em importância, então há uma mudança na distribuição dos butins para a maior parte dos guerreiros. O novo poder econômico conquistado na vida militar fez pesar a balança política na vida civil. Esse novo vigor na vida civil tinha direta relação com a maior participação no butim após as batalhas (dinheiro, joalheira, armamento, comida e escravos em geral).

Esse vigor social não ocorreu apenas porque os homens mais pobres se tornaram mais ricos de uma hora para outra, mas porque com essas riquezas poderiam obter alimentos que não apenas os que cultivavam nas terras dos cidadãos. Essa mudança na forma de obter comida faz ocorrer um vácuo de poder e faz pesar a balança de força política. O poder de barganha quase absoluto antigamente possuído pelos antigos cidadãos passa a se enfraquecer, vez que eles dependem da força dos não cidadãos que, em outros tempos, cultivavam suas terras e, por esse direito, lhes deviam fidelidade e uma parte do que fosse produzido (sim, era um modelo feudal de produção – esse corpo de “cidadãos de segunda-linha” era, em Roma, conhecido como clientela (formado por clientes,  portanto), contudo a designação como vassalagem (formado por vassalos, portanto) não é incorreta).

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No início possuir terras era o único meio de garantir alimentação, portanto, quem tinha terras agricultáveis tinha poder de barganha sem precedentes sobre os demais.

Três fatores deram início à uma revolução social e política (boa parte dessas revoluções não foi necessariamente belicosa, vez que a guerra civil costuma ocorrer apenas em último caso – quando a via política já não mostra capacidade alguma de resolver os problemas de governança): redução da importância militar da cavalaria ante a infantaria com lança; maior participação dos vassalos nos butins e, portanto, enriquecimento de maior parcela da população; capacidade de obter alimentos que não os cultivados nas terras dos cidadãos (o que liberou boa parte dos homens do vínculo de clientela/vassalagem).

O direito de cidadania era passado de maneira hereditária. O laço de sangue era, até então, o vínculo único para a recepção de tal direito. Portanto, não é difícil presumir que a ascensão social de um vassalo era algo raro (não era impossível vez que um vassalo poderia ser adotado e, assim, ser recepcionado no seio familiar de um cidadão sem que houvesse laço de sangue real).

Não demorou muito tempo para que houvesse uma revolução política em que as camadas de homens (não era costume, por caráter prático, que mulheres formassem o corpo militar da Pólis – mesmo em Esparta as mulheres não eram a primeira opção para o engajamento em combate) que compunham o corpo de infantaria passassem a ter maior expressão política devido seu novo poder de barganha.

Em princípio tal mudança pode parecer pequena, contudo ela representa um grande passo. O corpo social ganhou em fluidez e renovação no momento em que a terra deixou de ser a única forma de obter riqueza e alimentos. Tal mudança possibilitou que homens antes desprovidos de terras agora tivessem meios de não mais depender do vínculo de vassalagem para ter garantida alimentação e riqueza. Junto disso, uma outra classe social ganha força: os comerciantes.

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Graças aos comerciantes e aos alimentos que traziam de outros lugares os antigos vassalos puderam melhor barganhar com os antigos cidadãos e detentores das terras agricultáveis.

Os comerciantes com esse novo aporte de riquezas passam a prosperar, pois são eles que oferecem meios para que os antigos vassalos obtenham alimentos em da troca das riquezas obtidas pelo butim. A ordem social e de produção até então estabelecida sofreu uma mudança suficiente para pesar a balança do poder político e acirrar as tensões sociais existentes.

Vassalos eram livres contudo não tinham os mesmos direitos de um cidadão e comerciantes eram em sua maioria estrangeiros, logo eram tolerados porém também não possuíam direitos – ambos eram juridicamente dependentes de um cidadão. Com o aumento dessa parcela da sociedade marginalizada, porém fundamental para a existência da pólis, houve a necessidade de modificar as leis de maneira suficiente para garantir a segurança econômica e militar da pólis.

A pressão exercida pelos antigos vassalos foi suficiente para que leis fossem criadas para os abarcar como cidadãos. O direito de cidadania deixou de ser puramente hereditário e passou a ser censitário. Embora o direito de cidadania tivesse sofrido marcante modificação, ele não ocorreu de maneira puramente monetária: uma posse mínima de terras era exigida, bem como que sua filiação tivesse, inicialmente, pai e mãe nativos da cidade em questão (tal movimentação social não ocorreu apenas em Atenas, revoluções assim não são próprias de apenas um lugar e, menos ainda, de apenas um civilização), além, é claro, de uma renda anual mínima (não medida apenas em bens móveis, mas também em produção de alimentos).

Tais termos tinham um motivo de ser: cidadãos tinham várias obrigações para com a administração da cidade, portanto, não poderiam ser financeiramente vulneráveis e precisavam ter laços duradouros que estimulassem sua lealdade. A obtenção de terras (movimentada pela necessidade dos bens móveis pelos antigos cidadãos ou imposta mediante lei) fazia com que os novos cidadãos permanecessem como força militar presente e interessada em defender a cidade em que viviam (caso o único vínculo com a cidade fosse o fato de lá ter nascido, então o mais provável é que se lançassem à vida de soldados mercenários ou promovessem luta armada contra a força governante (dado seu maior número e poderio militar comprovado)), bem como engajados na produção de alimentos.

Do período dessa revolução social em diante pólis encarou também uma modernização na maneira de administrar os negócios e as relações citadinas. De uma posição de servilismo e obscuridade o hoplita passou a ser o novo protagonista não apenas da defesa, mas da historia da pólis. Seu surgimento foi fator decisivo para a revolução necessária para o estabelecimento da pólis moderna.

Escravidão nos tempos antigos

A escravidão nos tempo antigos era uma realidade comum, contudo era diferente da forma como a ocorrida no tempo das grandes navegações. A mais evidente diferença é que nos tempos antigos a escravidão poderia ocorrer de muitas maneiras e não ocorria com um grupo específico; ao passo que, no tempo das grandes navegações, o grupo alvo da escravatura eram os negros. O sentimento de ódio ou desprezo racial, nos tempos antigos, era inexistente, entretanto o sentimento de xenofobia era uma realidade comum; ou seja: a cor da sua pele não era importante, mas sua origem sim.

A escravidão era mais comum entre a população capturada após uma batalha, porém existiam os escravos por dívida. Diferentemente do que ocorria nas senzalas, a procriação entre escravos não era uma realidade comum. Não havia interesse financeiro algum que os escravos tivessem prole, vez que isso tiraria uma escrava adulta de serviço, bem como havia a possibilidade de morte no momento do parto e, além de tudo, os gastos decorrentes da alimentação da criança até que entrasse em idade adequada para trabalho. Logo, era muito mais vantajoso comprar escravos do que pô-los para procriar (Roma adotou métodos para procriação massiva de escravos após o final das grandes guerras, contudo apenas por não ter outras opções economicamente mais viáveis – leia-se: um fornecimento regular de adultos oriundos da captura de populações militarmente dominadas).

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Destino comum para guerreiros e homens fortes em geral capturados em batalha era o de trabalhar em minas de prata. Esse local extremamente insalubre lhes roubava força e energia, impossibilitando quase totalmente qualquer possibilidade de revolta, bem como gerava enorme lucro para o dono da mina.

Quase todo o trabalho executado pelos escravos era braçal, porém haviam sim, em número bastante reduzido, escravos instruídos. Contudo, esses escravos eram instruídos para executar tarefas consideradas aborrecedoras aos donos. Um exemplo seria realizar cálculos ou escrever coisas rotineiras. Nos tempos antigos dava-se maior valor ao ócio pensante e ao engajamento com as atividades políticas e religiosas da pólis. Portanto, a instrução dos escravos não era a mesma de um cidadão. Embora o escravo pudesse ter sido ensinado a ler, escrever e calcular ele jamais teria condições de acompanhar um raciocínio filosófico ou político extenso ou de executar um discurso capaz de convencer uma platéia, exceto se tivesse recebido a educação de um cidadão antes de ser escravo (ex.: Aristóteles – sim, ele foi escravo durante a dominação Macedônica).

Sem dúvida que existia diferença de preço entre os escravos. Sexo, idade, saúde, porte físico, origem e instrução eram levados em conta no momento de dar preço ao escravo a ser vendido. A título de informação geral, irei citar aqui os registros de preço pedido por alguns escravos que foram negociados em Atenas:

  • Escravo doméstico (oiketes – escravo de confiança responsável pelos cuidados da casa): 2 minas
  • Escravo doméstico (oscilação de preço considerando sexo, idade, saúde e especialização): 50 a 1.000 drachmas
  • Capataz de mina de prata: 1 talento
  • Escravo especializado (fábrica de espadas): entre 5 e 6 minas cada
  • Escravo especializado (fábrica de móveis): 3 e 4 minas cada
  • Escravo para agricultura: entre 125 e 150 drachmas
  • Escravo para mineração: entre 125 e 185 drachmas
  • Escravo especializado (perfumista): 40 minas
  • Lote com 25 escravos (sexo e idade variados) vendidos em leilão: 174 drachmas (valor obtido pela oferta pública dos participantes)

O tratamento recebido pelos escravos era próximo ao que damos hoje a um cão ou outro animal de estimação (na mesma medida em que uns tratam melhor e outros pior). O escravo não era visto como ser, mas como coisa. Entretanto, punir fisicamente em excesso e sem motivo um escravo não era punido criminalmente (afinal o escravo é seu e você faz o que você quiser com ele) porém era algo socialmente mal visto. A ideia de escravidão e sadismo não andavam juntas e o exercício da violência desmotivada não era algo considerado adequado e igualmente não era normal.

A população escrava era expressiva e tinha grande importância na economia e na guerra. Fábricas, minas, plantações e toda sorte de empreendimento tinha uso de escravos; no âmbito doméstico seu uso era igualmente comum. Na guerra eram empregados em funções como remadores e auxiliares (encarregados da manutenção de armas e carregamento de provisões – o armamento completo de um hoplita poderia pesar mais de 30 kg e envolvia várias armas de reserva (lanças em especial)).

Escravos, embora fossem escravos, possuíam alguma liberdade para possuir patrimônio e negociar. Eram impedidos de exercer atividades que pudessem facilitar revoltas. Em Creta, por exemplo, todo escravo era impedido de frequentar o ginásio para se exercitar ou de possuir armas; fora isso tinham uma vida sem maiores restrições, podendo angariar posses sem maiores problemas.

spartacus

Na série Spartacus, tanto o protagonista como seu amigo Varro são escravos e, por meio de suas vitórias, conseguem angariar posses para pagar suas dívidas.

Era igualmente possível que um escravo fosse dono de outros escravos caso conseguisse prosperar, bem como negociar sua liberdade com seu dono mediante o pagamento de preço. Em Roma (a qual era, também, uma cidade-estado), os gladiadores eram formados, em sua maior parte, por escravos e há vários registros de vários deles que conseguiram fama, riqueza e liberdade.

Embora os escravos pudesse receber bom tratamento e igualmente pudesse negociar e prosperar, essa não era uma realidade animadora. Primeiro porque a liberdade lhe era retirada, segundo porque a maior parte dos escravos era empregada nas mais insalubres tarefas, daí tornando quase impossível viver tempo suficiente para superar a condição de escravidão e terceiro porque embora pudesse chegar a prosperar jamais seria visto como pessoa e sim como um bem do qual seu dono poderia bem dispor a qualquer tempo (no seriado Spartacus essa possibilidade fica bem evidente quando Gannicus é posto em uma luta no mercado e depois quando sofre o risco de ser vendido para outra casa de gladiadores).

Um outro aspecto desanimador sobre a condição de escravo era o tratamento que recebiam quando figuravam como testemunhas nos processos judiciais: eram os únicos que o testemunho tinham de ser colhidos mediante tortura. Tal procedimento era justificado sob a alegação de que o escravo estaria propenso a mentir em decorrência de sua condição.

Spartacus: Gods of the Arena; Episode 1

Na série Spartacus, Gannicus é um habilidoso gladiador, contudo isso não lhe punha em situação superior à de qualquer outro escravo.

Daí haviam revoltas entre os escravos que desejavam ter sua liberdade devolvida para viver suas vidas como bem entendessem. Cedo ou tarde o sentimento de resignação se esgotava entre a maior parte dos escravos e uma revolta se iniciava. Em Esparta o assassinato periódico de escravos era algo comum justamente para instalar o sentimento de terror entre a população escrava, bem como era um rito de passagem onde o jovem espartano se fazia homem ao matar um escravo usando apenas as mãos.

Embora o sentimento de terror pudesse ser instaurado entre os escravos mesmo em Esparta houveram revoltas. Inclusive em uma delas houve uma batalha tão sangrenta que os escravos foram libertados e mandados embora de Esparta por terem mostrado seu valor como homens e guerreiros, cabendo inclusive dizer que nessa batalha ficou bem clara a verdade nessa antiga citação “Liberdade é a posse certa de todos aqueles que coragem de defendê-la”.

Pesos, medidas e valores: um passeio pelo mercado.

A ágora era a área onde as negociações diárias aconteciam e, para que a prática mercantil pudesse ser uma realidade previsível e justa, um sistema de pesos, medidas e valores foi inventado.

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Era na ágora que toda a vida comercial, cultural e política acontecia. Era nesse lugar que os cidadãos cuidavam da maior parte dos negócios da pólis.

 

As medidas de comprimento eram:

  • 1 stage = 160 stadia = 29.184 metros
  • 1 dolichos = 12 stadia = 2.188,8 metros
  • 1 hippikon = 4 stadia = 729,6 metros
  • 1 stadion = 600 podes = 182,4 metros
  • 1 plethron = 100 podes = 30,4 metros
  • 1 kalamas = 10 podes = 3,04 metros
  • 1 pous = 16 daktyloi = 304 mm (aproximadamente)
  • 1 daktylos = 19 mm (aproximadamente)

As medidas de área eram:

  • 1 plethron = 10.000 podes = 950 m²
  • 1 aroura = 2.500 podes = 237,5 m²
  • 1 akaina = 100 podes = 9,5 m²
  • 1 hexapodes = 36 podes = 3,42 m²
  • 1 pous = 0,095 m²

As medidas de volume eram:

  • 1 medimnos = 48 choinixes = 192 kotylai = 54,7 litros (aproximadamente)
  • 1 metretes = 12 choes = 40,1 litros (aproximadamente)
  • 1 chous = 12 kotylai = 3,4 litros (aproximadamente)
  • 1 choinix = 4 kotylai = 1,1 litro (aproximadamente) – essa medida era usada como padrão para a alimentação de um homem por dia
  • 1 kotyle = 285ml

As medidas financeiras eram:

  • 8 chalkoi (chalkous = moedas de cobre/bronze) = 1 obol (pesava algo em torno de 0,72 g de prata)
  • 1 drachma = 6 oboloi (pesava algo em torno de 4,32 g de prata)
  • 1 didrachma = 2 drachmas (moeda única e que pesava algo em torno de 8,64 g de prata)
  • 1 tetradrachma = 4 drachmas (moeda única e que pesava algo em torno de 17,28 g de prata)
  • 1 dekadrachma = 10 drachmas (moeda única e que pesava algo em torno de 43,20 g de prata)
  • 1 moeda de ouro (não eram de uso comum, não encontrei sua denominação em grego) = 24 drachmas (fiz uma média entre as duas moedas de ouro mais valiosas, respectivamente a Persa (20 drachmas) e a de Cyzicos (28 drachmas))
  • 1 mina = 100 drachmae (pesava em torno de 432 g de prata)
  • 1 talanton (ou talento – aquele mesmo da parábola Bíblica) = 60 minae (pesava algo em torno de 25,92 Kg de prata)
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Didrachma Ateniense e suas duas faces.

 

Havendo um sistema de pesos e medidas e valores, a existência de fiscais era um fato e tais funções eram desempenhadas por cidadãos, vez que isso era administrar parte dos negócios da pólis. Os fiscais (porque poderiam ser vários; afinal, quanto maior o comércio maior sua necessidade) do mercado (agoranomos) eram responsáveis por:

  • fiscalização de preços cobrados por produtos considerados essenciais (observavam a cobrança dentro de uma justa-medida);
  • fiscalização da pureza das moedas que circulavam na praça comercial (a falsificação de moeda não consistia em criar uma moeda de prata pura e sim em adicionar metais não preciosos (em geral chumbo) à composição da nova moeda)*;
  • fiscalização do pagamento dos impostos cobrados sobre a circulação de alguns produtos específicos (em geral o trigo recebia taxação, talvez um modo de estimular produção de cevada – a qual era menos nutritiva, porém era mais resistente e produzia, em média, o triplo);
  • provavelmente fiscalizavam as condições de saúde de animais e escravos comercializados na ágora, bem como as condições sanitárias dos alimentos comercializados, visando impedir a ocorrência de peste entre a população;
  • fiscalizar as condições dos armazéns de guerra e seu abastecimento (era importante ter alimento armazenado para o caso de entrar em guerra e ter de resistir a um possível cerco)

Essas eram algumas das atribuições mais comuns, contudo cada pólis poderia perfeitamente aumentar ou reduzir o número de trabalhos que cada um poderia ou não desempenhar. Uma possibilidade seria realizar a venda de bens postos em leilão para saldar dívidas, outra seria o registro de contratos de grande vulto entre cidadãos e que poderiam ser alvo de interesse da pólis.

Enfim, tais atribuições eram delegadas pela pólis por meio das leis que os cidadãos formulavam; portanto, cada pólis poderia ter uma forma diferente de administrar seus negócios conforme seus interesses políticos e militares, bem como das particularidades da região que habitavam.

Nota: não coloquei todas as medidas para cada tipo porque elas são em grande número, então me ative às mais utilizadas.

*O ato de morder a moeda tem origem nessas fiscalizações porque o chumbo é metal mole e sua grande quantidade poderia ser evidenciada se fosse possível entortar a moeda por meio de uma simples mordida, além desse método existia a possibilidade de averiguar a densidade dos materiais por meio do princípio de Arquimedes.

Alegoria sobre a movimentação moral das ações

A ética das ações é o ponto de maior atenção no sistema Phantasia RPG. O foco nas aventuras reside, sem dúvida alguma, na realização de feitos heroicos, contudo sem deixar de lado o fator dramático envolvido nos resultados decorrentes das ações tomadas pelas personagens durante a resolução de dilemas apresentados pelo narrador no decurso da historia.

biga

A alegoria do condutor deixa clara a importância de fortalecer nossas virtudes como forma de manter nossas vidas em um caminho bom e sadio.

O método de exposição sobre como subsistema para anotação da evolução do fortalecimento ou corrupção das virtudes das personagens é inspirado na alegoria proposta em “A república”. Nessa obra clássica a alegoria é representada da seguinte forma: existe o condutor (personagem) que guia sua biga, a qual é puxada por dois cavalos, sendo um deles branco e disciplinado (virtude) e o outro preto e indisciplinado (desejo) e, a todo tempo, o cavalo negro tenta puxar a carruagem para fora do caminho ideal (busca da vida sã/vida feliz/eudaimonia), ao passo que o cavalo branco busca trazer a biga de volta.

Durante toda a viagem os dois cavalos disputam força entre si e o condutor precisa se fazer presente para que a biga não tombe ante a confusão gerada pelas bruscas mudanças de rota promovidas pelo desentendimento entre os cavalos. O condutor, na maior parte das vezes, exerce poder final sobre qual o curso a ser tomado.

Em alguns momentos o condutor castiga o cavalo negro para que seu ímpeto seja reduzido e, assim, o cavalo branco consiga forçar o retorno ao caminho; o condutor igualmente pode mandar que o cavalo branco ceda ao desvio pretendido pelo cavalo negro, contudo o momento mais dramático é quando o desvio pretendido pelo cavalo negro não é desejado pelo condutor e ele, junto com o cavalo branco, travam forte disputa de forças.

É nesse último momento que se encontram os dilemas e a luta interna para resistir ao desejo capaz de corromper as virtudes da personagem. É aqui o momento em que, apesar de todo o esforço do condutor, sua força unida à do cavalo branco não se mostra suficiente para conter o ímpeto do cavalo negro e a carruagem acaba por tomar caminho diverso do ideal.

biga

O condutor nem sempre consegue conter o ímpeto do cavalo negro devido à fraqueza apresentada pelo cavalo branco. Fortalecer nossas virtudes é fundamental para que tenhamos uma vida sadia e feliz.

 

De mesma forma é adequado dizer que estando o cavalo branco forte e sadio, na maior parte das vezes, o condutor não precisará realizar grande esforço para manter a carruagem no caminho ideal, visto ser o cavalo branco suficiente para manter a ordem na condução da carruagem.

Entretanto, no decurso do caminho as situações de dilema tornam o cavalo negro mais forte ou tornam o cavalo branco mais fraco? Ou seria até mesmo de se questionar se não há a possibilidade de que ambas as situações ocorram ao mesmo tempo. Seria isso possível? Evidente que sim.

A força do cavalo negro procede diretamente de fatores externos que lhe façam aumentar seu ímpeto e indiretamente da fraqueza do cavalo branco. Manter o cavalo branco forte e sadio, portanto, é vital para que a carruagem não se perca de seu caminho ideal – vez que os vícios que o mundo oferece (e que fortalecem o ímpeto do cavalo negro) são muitos. Com efeito que há a influência de fatores externos que fortaleçam o cavalo branco, contudo são em menor número e, por isso, devem ser valorizados quando encontrados.

Convém agora questionar o seguinte: o quê é mais complicado de resolver: a exposição aos fatores que fortalecem o ímpeto do cavalo negro ou fortalecer o cavalo branco?

Em meu entendimento, a segunda opção é mais complicada, pois podemos nos por fora da exposição de ambientes ou companhias viciosas mais rapidamente do que fortalecermos nossas virtudes. Desse modo, para que possamos ter a chance de voltar a perfilhar o caminho ideal, primeiro é preciso mudar hábitos viciosos para, só depois, conseguir mais facilmente fortalecer nossas virtudes.

É possível e adequado fazer uma correlação com uma passagem das aventuras vividas por Ulisses.

Ulisses dá o exemplo de quão difícil é resistir às tentações que se apresentam em nosso caminho; inicialmente como algo bom, mas que depois se mostra como algo capaz de trazer destino infeliz não só para nós mesmos, mas para todos aqueles que nos acompanham. Nessa situação Ulisses teve de ser amarrado e seus marinheiros ter os ouvidos tapados para não cederem aos encantos das sereias, pois tinha a missão de dizer quando já era seguro parar de remar por já terem passado das águas habitadas por essas criaturas sedutoras e fatais.

canto das sereias

A passagem de Ulisses pelo mar das sereias é uma demonstração clara de como pode ser complicado resistir às tentações e dilemas que se põem em nosso caminho.

 

A alegoria de Ulisses deixa bem claro o seguinte: as tentações não se apresentam como algo ruim e sim como algo bom e encantador; não fosse assim, ninguém cederia à elas justamente por se apresentarem como algo visivelmente nocivo e ruim. Os vícios que corroem nossas virtudes, portanto, em princípio, se apresentam como coisas agradáveis e inofensivas e capazes de persuadir aos que tenham olho desatentos, seja por falha de julgamento decorrente de ingenuidade ou inexperiência, para os perigos que podem trazer.

Essa alegoria rende ainda muito assunto, contudo acredito que o conteúdo exposto até agora seja mais que suficiente para fomentar muitos questionamentos e discussões, tanto dentro como fora da mesa de jogo. Os dilemas são infindáveis e, enquanto a Humanidade exista, sempre haverão dilemas e questionamentos de ordem moral a serem respondidos.

E você, qual sua opinião sobre o assunto? Acha que pode render algo bom nas campanhas? Deixe sua opinião nos comentários e vamos todos trocar ideias e construir, assim, um conhecimento melhor sobre o tema.

Aviso! Exposição de produção de jogadores e narradores!

Aos jogadores e narradores será concedido espaço para conhecer e promover a produção criativa independente.

Toda produção dos jogadores e narradores (aventuras, personagens, locais etc.) poderá ser publicada no website. Para isso, basta enviar sua produção no email andreneves@phantasiarpg.com.br para receber análise antes de ser apresentada.

Conto com a participação de todos!

Produção do jogador: conto com considerações sobre magia

Conto sobre aspecto relacionado à magia

A batalha fora sangrenta. Daqui, do meio do caminho pedregoso que leva até o templo, no alto da montanha, vejo o campo de batalha, com os infindáveis corpos mortos tanto de amigos e companheiros como de inimigos. Com meu irmão nos meus braços, não tenho certeza se me importo quem ganhou a batalha.
Pensando bem, se tivéssemos perdido, talvez eu não tivesse a chance de tentar salvá-lo, como estou tendo agora. Alguns abutres cansaram de esperar os deuses carregarem os espíritos daqueles cuja hora havia chegado e já puseram-se no trabalho de carregar os corpos.
Por força do hábito, carrego minha espada e meu escudo atados às costas, tenho agora um corte que me queima a perna esquerda enquanto subo, e o corpo de meu irmão, quase inerte, é o menor dos pesos que carrego, apesar do couro e metal da sua armadura.
A subida não é tão íngreme quanto poderia, mas o caminho é tortuoso, longo, e há uma certa fila de soldados carregando seus entes queridos, caídos em batalha, para que os deuses os salvem das garras da morte.
O sol queima meus braços e meu pescoço, quando finalmente atinjo a entrada do templo, com seu calçamento de pedras e jardins, tão bem cuidados quanto os deuses permitem. Este não é um local apenas de oração, mas um local de magia, também, e é possível sentir a magia até mesmo no ar, ao se atingir este local, mesmo eu não sendo um adepto destas feitiçarias.
Os sacerdotes e magos e os aprendizes estão organizando os feridos, e logo meu irmão é recebido e me é indicado uma liteira onde posso colocá-lo, numa área coberta por pequenas tendas abertas que oferecem uma pequena, mas bem vinda proteção contra o sol forte. Uma breve oração e ele já começa a recuperar os sentidos, um leve gemido de dor quando o acomodo melhor na liteira.
Os minutos passam e começo a ficar impaciente, mas então os magos e os sacerdotes vêm e levam meu irmão para dentro do templo, indicando-me que eu poderia acompanhá-lo. Uma vez lá dentro, eles o levam até uma sala com muito incenso, chamas sagradas ardendo nos quatro cantos da sala amarelada pela luz emitida, mas que pode-se ver ser bem acabada, com paredes lisas e sem rachaduras. Mais algumas orações, cânticos e palavras mágicas em palavras antigas que desconheço, enquanto o untam com óleos e folhas sagrados, atando a pele que pendia de seu tronco novamente para junto de seu corpo.
Sou levado até a uma outra sala, onde me indicam que eles haviam feito poderosas magias de cura e que, agora, meu irmão estava nas mãos de deus.
– Vá para sua casa e volte em um mês, e seu irmão estará novamente com sua saúde restaurada. Os deuses estarão ocupados, tratando de curar estes feridos e encaminhando as almas dos mortos em batalha para seu lugar de descanso.
E foi o que fiz. Um mês depois, ao retornar, vejo meu irmão ajudando no cultivo das ervas místicas do templo, uma leve cicatriz onde antes pendia uma enorme língua de carne. De acordo com o costume, deixo uma cabra como oferenda aos deuses pela cura de meu irmão e podemos voltar para casa, onde nossos pais, nossas esposas e filhos nos esperam.

Lélio Falcão

lelio.falcao@gmail.com

Fundamentação da magia para o cenário, segundo o autor do texto: Aqui, eu levo em conta que não há magia ou ela é muito limitada. Toda a “magia” descrita é apenas baseada na percepção do personagem que narra a história, depois de acreditar em tudo isto e presenciar o ritual de cura, cheio de “ervas boas da paz”.

Hall da fama

Aqui vão o nome de jogadores que contribuíram para o desenvolvimento do livro.

Por motivos de privacidade apenas seus apelidos serão apresentados (à exceção dos que permitam a exposição de seus nomes reais).

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Daniel (“Meu personagem vai se chamar Jorge Jabuti, hehehe.”)

Dr. Leozão (Curando gente gravemente ferida com urinoterapia… (Só você cara!))

Elfo (“Aí eu faço ‘assim, assim e assado’… não, não, não… espera! Vou fazer de outro jeito… É assim! Ah cara, por quê eu fiz isso??? Nãããooo!”)

Fefo (Quase morreu pela tromba de Fanto, o ladrão elefante!)

Flavinho (“Agora que o canhão está na ribanceira a gente dispara para acertar o pessoal que está em cima… Fogo!” Cara, você devia ter tirado as rodinhas antes de atirar, agora o canhão foi parar no mar…)

Gui (Lumberjack and Repolho’s brother)

Guilherme (“De graça até ônibus errado!”)

Gugu (“Sabe o quê acontece quando come muito ovo? Passa mal!”)

Gugu Garcia (Criou o plano que derrotou Fanto, o ladrão elefante! (RIP – saudades amigo.))

Herby (“Cara, nunca tinha começado uma aventura de forma tão conturbada assim!”)

Kellen (“Porque falar demais pode se mostrar um erro.”)

Lélio (“Monarquia parlamentarista já!”)

Leo, fiote (“Eu tenho uma flecha da edição Ari Toledo, muito boa, pode confiar!”)

Manga (“Cara, eu vi um monte de defeito e problema nessas regras… não sei como resolver, mas só de apontar já ajuda.” (De fato ajudou mesmo))

MaTT Monstro (“Cara, eu parei de jogar RPG. Então não dá mais para continuar sendo seu capanga…”)

Mr. Giordani (“Nem que seja para dar uma viajada de disco voador.” (Essa “trollada” foi épica!))

Mr. Phil (Blogueiro zoeiro e autor de jogos de terror)

Mr. Rocha (Aplicando RPG e pedagogia de maneira eficaz)

Pardalus, o persa (“Rápido escravos, rápido!”)

Pardawan, o jedi (“Silêncio! […] Quer saber? Se matem vocês aí…” (Estilo Gandalf, mas sem a autoridade do mesmo, enquanto seus irmãos (personagens de jogo) discutiam acaloradamente e começavam uma briga para decidir qual divindade seria cultuada na ilha em que estavam.))

Salim (“Cara, esse resultado tem de sair senão já era…” (“Torrando” quase toda a energia da personagem para garantir sucesso))

Shin (Ranger das praias!)

Sr. Aleixo (Altos papos sobre RPG; filosofia e política.)

Espaço Ética – Escola de Filosofia

Há alguns dias conversava com meu tio e ele me recomendou acessar o website Espaço Ética do professor Clóvis de Barros Filho, o qual descobriu depois que lhe presentei com o livro A Filosofia Explica as Grandes Questões da Humanidade.

afilosofiaexplica

Segundo Sêneca presentear com um livro é não apenas um gesto nobre como é, também, elogioso! Dê (e peça) livros de presente!

 

Existe lá grande acervo e várias aulas e cursos. Há a cobrança para acesso a material extra (valor que considero simbólico – R$ 15,00/mês), porém há também aulas gratuitas e é oferecido acesso, igualmente gratuito, à biblioteca aos que não desejam pagar por esse conteúdo adicional.

Vale a pena conhecer esse espaço. Espero que, assim como eu, também gostem.