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Trivialidades e inspiração #1 – Começando uma nova etapa.

Olá! =D

Faz um bom tempo que não apareço pela internet de modo geral.

Dei uma desativada no facebook e tomei um tempo para mim. Não foi nada do tipo “ermitão moderno”, apenas busquei um tempo para ir acertando coisas pessoais (entre elas a decisão sobre mudar de cidade) e tomar novo fôlego para retomar ao desenvolvimento dos escritos.

Pode parecer clichê, mas o processo criativo, o sentimento de inspiração em geral, vêm e vai com o tempo. Há algum tempo (um ou dois anos) tenho me cobrado para ser mais dedicado ao projeto, porém não tenho conseguido obter um contexto adequado para produzir escritos de maneira adequada. Acredito que agora, com essa mudança de cidade e de vida que está por vir, poderá me oferecer esse novo fôlego que venho buscando.

Tomei a decisão de iniciar esses posts num estilo “meio blog” para ir, de pouco em pouco, me recondicionando a escrever com regularidade (Esses posts são atolados de “licença poética” na escrita justamente porque não estou afim de ficar preocupado com apresentação textual. O negócio aqui é colocar a ideias de maneira “franca” na tela de maneira que eu volte a sentir a antiga paixão em escrever e você igualmente a sinta ao ler). Não adianta, não tem fórmula mágica, há de se tirar a “ferrugem” das mãos e da mente antes de voltar a escrever adequadamente. Para isso, nada mais adequado do que falar sobre algumas trivialidades. Ademais, um espaço para temas “assim” pode ser bom para todos, afinal pode ser um pouco chato falar apenas de RPG e cultura helênica; faz bem “ventilar” de tempo em tempo com outros assuntos.

Bem, vamos começar então?

Como havia dito, minha vida tem estado bastante atribulada e o processo de mudança de cidade tem tomado bastante da minha atenção.

Esse processo de decidir sair de casa e “tomar meu rumo” vem sendo feito há um tempo já, mas não é tão simples quanto parece. Sinceramente sair de casa “apenas por sair” não me parece um decisão muito acertada, em especial porque custa bem mais do que se imagina e, obviamente, impõe uma série de novas responsabilidades à sua rotina diária. Entretanto esse é um passo necessário para o amadurecimento de qualquer pessoa, para a entrada eficaz na “vida adulta” (sim, eu tenho 30 anos e “ainda” moro com meus pais).

Isso mesmo: 30 anos e moro com meus pais. E se dependesse deles, assim ficaria até o dia em que casasse (acreditem, eles falam sério). Embora “ser filho” seja algo muito bom, acredito que o “sair de casa” seja o momento mais comum, quase um rito de passagem se preferir, para o ingresso na “vida adulta”. Com efeito, esse é um passo necessário onde, mais que simbolicamente, a pessoa “se desliga” de sua casa e passa a viver uma vida “própria”.

Esse meu passo teria ocorrido mais cedo não fosse eu ter gasto um monte de dinheiro com problemas de saúde (acredite, sistema público de saúde no Brasil é furada e é preciso ter um plano de saúde porque senão é esperar o SUS funcionar ou torrar uma “fábula” em atendimento particular). Sim, tive alguns problemas de saúde (entre eles uma cirurgia em um dos joelhos) que me deixaram bastante endividado e tomaram bastante tempo. Só agora é que as coisas deram uma melhorada a ponto de poder sonhar em ter meu espaço.

Bem, acho que apesar de tudo (problemas, dívidas e atrasos), tudo ocorreu da melhor maneira possível (hahaha, lembrei do livro “Cândido – de Voltaire”) porque esse “atraso” me permitiu meditar melhor a respeito justamente desse processo de “saída de casa”, bem como acertar alguns pontos mal resolvidos em minha vida pessoal. Sem dúvida creio que esse me é o melhor momento para tomar essa decisão e fazê-la acontecer.

Em vários momentos ouvi (de pessoas bem mais velhas que eu) o seguinte: “a idade de 30 anos é uma boa idade para arriscar e galgar coisas melhores, pois se tudo der errado, ainda temos o vigor e tempo necessários para nos refazer”. Essa idade de 30, portanto, é uma boa idade para se arriscar (obviamente de maneira minimamente pensada) e tentar algo bom para iniciar uma “vida adulta” mais feliz e próspera, com a consciência que se as coisas não correrem bem como o esperado é possível recomeçar.

– Agora é por o planejado em prática e buscar novos horizontes. =)

– E se der errado? =/

– Ora, ainda há a chance de recomeçar e a experiência necessária para evitar o mesmo erro e dar passos mais acertados. #desenrola! 😉

Nota – Eu adoro esse vídeo! É uma propaganda (óbvio), mas ela me impactou pela mensagem sobre a importância de encarar a mudança e ser um agente transformador da realidade ao nosso redor. Eu era bastante resistente à ideia de mudança em geral, mas esse vídeo me trouxe o insight de que a mudança é inevitável e lutar contra isso é algo perdido (afinal, “se parar no tempo o tempo passa e te atropela).

E é isso por hoje. Eu acho… hehehe =P

Abraço e até a próxima! =D